Trama do RPG - Resumo
Prólogo
Houve um tempo de guerra que assolou o País do Fogo por inteiro, dizimando famílias, campos e gerações a fio fosse a mando da honra ou do dinheiro. Esta era ficou conhecida como a Era dos Estados Combatentes. Cansados do derramamento de sangue intenso recorrente dentro das dependências do lar, as gerações passaram a adotar medidas de paz e cessar fogo, gerando um tempo de paz depois de anos em guerra.

Para dar um fim a tudo isso, o Tratado de Wakai foi assinado pelas quatorze cabeças dos clãs combatentes - e restantes - na presença do Daimyo Shimitsu, um termo de posse em uma região específica no interior do País, demarcado em quatorze territórios. Devido a convivência frequente das famílias em função da proximidade, a convergência dos territórios era iminente. Um segundo encontro diplomático entre os líderes resulto no que veio a ser chamado pouco tempo depois de União do Fogo, governada simultaneamente por estes, em uma junta democrática nomeada Conselho do Fogo.

Junto desta união nasceu um sistema de organização militar, hierarquizando aqueles que chegassem em determinados níveis de poder em um modelo de poder guiado e determinado pelo Conselho. Enquanto alguns já ganhavam altos postos, a preocupação com a educação das crianças das famílias surgia igualmente e, com isso, nasce a Academia Ninja e os futuros talentos que protegerão a União no futuro.
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Kafka
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[Arco Um — Kafka] Um novo começo!

em Sex 11 Jan 2019 - 22:32
Resumo: até o momento bla bla. Será preenchido.
Informações: Continuação dos acontecimentos registrados aqui.

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"Coloque a lealdade e a confiança acima de qualquer coisa;
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Re: [Arco Um — Kafka] Um novo começo!

em Sex 11 Jan 2019 - 23:23



"Mas um dia... No futuro... Eu sonho com um momento em que todos os shinobi irão cooperar uns com os outros... Um tempo em que os corações de todos estariam juntos, independentemente de seus países. Esse é o meu... sonho do futuro."

SENJU CLAN



Eu já acumulava algumas dezenas de missões e me sentia mais forte. Não apenas fisicamente, embora nesse sentido a evolução não fosse tão notável. Mas meu desenvolvimento intelectual e nas artes ninjas estavam me moldando um shinobi formidável. Não tendo pretensões de altos cargos ou similares, meus desejos se resumiam a proteger a União do Fogo. Não acreditava que outro sentimento que não o amor ao próximo pudesse trazer a paz. Era certo que cada um possuía o seu próximo e em pouco tempo eu teria minhas convicções abaladas. Naquela manhã, algo mais sigiloso parecia estar em curso. Um ninja de maior graduação chamado Thor me abordou no meu caminho para o Quartel General. Nos afastamos das multidões que iam e vinham nas ruas da União e entramos em uma viela. Ele se certificou algumas vezes que ninguém estava próximo antes que pudesse começar a falar.

Ostentando um longo cabelo loiro, ele me olhou e disse quase em um sussurro: —— Eu e você seremos parceiros em uma missão sigilosa. É certo que o alto comando da União sabe, mas apenas eu e você devemos saber. Eu não tenho informações de quem conhece isso nas hierarquias mais altas, portanto devemos evitar comentar com quem quer que seja, entendido? Dê uma olhada. —— Ele me passou um desenho de uma mulher. Seu cabelo tinha um corte bem estranho. Na testa era cortado e também abaixo das orelhas. Os cabelos eram negros, seu tom de pele branco. Parecia uma mulher comum. Gastei alguns segundos olhos bem sua fisionomia quando meu parceiro simplesmente amassou e rasgou a folha. —— Não devemos deixar nenhum registro dessa missão. Você sabe que saímos há poucos anos de uma Era de grandes combates, certo? Nem todos aceitam o fim dessa era. Alguns... —— Ele cessou suas palavras e ficou observando uma mulher que passou ao longe, do outro lado da rua. Ele me indicou para segui-lo.

Caminhávamos próximo sempre das paredes, entrando em qualquer viela e estabelecimento para poder acompanhar de forma segura. Conseguindo ver apenas as costas, parecia a garota da foto. Tinha o mesmo corte de cabelo. A garota entrou em uma loja de chá. Ambos subimos em um prédio e ficou lá de cima observando, ele retomou as palavras: —— Eu sou Thor. Lembra que eu disse que não era para registrar nada da missão? Tua única forma de registro será sua memória, portando preste muito atenção nos detalhes. Tenta ao máximo estar atento a tudo e a todos. Cada detalhe precisa ser fotografado pela sua mente. Um único detalhe desapercebido poderá ser prejudicial a missão. Como eu ia dizendo antes, algumas pessoas lucravam muito com as guerras. O seu clã, o Senju, era contratado por muitas pessoas para exterminarem os outros. E assim outros comerciantes ou Senhores de Terra também contratavam outros clãs para tentar exterminar os Senjus. —— Não fiquei completamente surpreso com as revelações. Papai já tinha me contado um pouco e também Mimír. A garota saia da loja e pude ver seu rosto...



"Ela é realmente muito bonita." Eu e Thor flexionamos nossos joelhos muito rapidamente quando ela pareceu olhar em nossa direção. —— Será que ela conseguiu nos ver? —— questionei ao parceiro, mas ele nada respondeu, parecendo irritado consigo mesmo. Para garantir maior descrição, retirei a bandana que carregava amarrada em meu braço esquerdo e guardei em meu bolso esquerdo. Tomando muito cuidado, Thor olhou... a garota já estava lá na frente! Nos colocamos em corrida, saltando de prédio em prédio. Aquele não era o método mais discreto, mas era o mais rápido e por isso continuamos. Eu ainda não sabia quais as origens da garota ou os motivos de a estar seguindo, mas se era uma ordem, eu a cumpria. A garota pareceu entrar em um beco e então saltamos até parar no solo. Segui pelo mesmo caminho dela e a escuridão parecia dominar aquele beco. Quando virei a esquina para adentrá-lo... —— Ah! Me desculpe, que desastrada. —— A garota que eu seguia tinha esbarrado em mim. Olhando por cima de seu ombro pude notar uma pessoa mascarada que sumiu na escuridão. Como que despertado do sono, lembrei que tinha que tentar agir naturalmente e sorri para a garota, coçando a cabeça. —— Eu que peço desculpas... estava caminhando um pouco distraído. Sou... Merlin... —— Que péssimo nome! Quem se chama Merlin? Acho que ouvi Mimir comentar alguma vez algo sobre esse nome, mas não me lembrava de nada específico.

Ela sorriu e saiu, dizendo um "até mais". Aguardei ela se afastar e então corri na direção que tinha visto o Mascarado. Thor apareceu ao meu lado. —— Quase que ela me viu também. Sorte que fiquei um pouco para trás. O que está procurando? —— Olhei o local e ele dava para outro beco e no fim uma grade que poderia ser facilmente pulada. Seguir por ali seria grande perda de tempo. Comentei com Thor: —— Tinha alguém com ela.. digo, ela se encontrou com alguém aqui. —— Thor meditou sobre minhas palavras durante algum tempo e comentou enquanto caminhávamos: —— É possível e provável. Veja, "Merlin", ela talvez faça parte de um grupo de mercenários. Nossa falta de informação é tanta que não podemos confirmar nada. Ou seja, nós somos justamente aqueles que devem confirmas as suspeitas. Como eu te disse antes, existiam muitos interesses em jogo mundo afora e muitos continuam existindo mas com uma dinâmica diferente devido aos tempos de paz aparente. Esses grupos tinham muitos objetivos e faziam praticamente qualquer coisa. Assaltavam, assassinavam, sequestravam. O que fossem contratados a fazer, faziam. Eu segui ela ontem pelo centro e encontrei a casa que ela mora. Talvez mais tarde possamos ir lá e ficar vigiando. O que acha? ——

Thor era o líder da missão, portanto apenas concordei com sua ideia. Trocamos mais algumas palavras sobre o local de encontro e o horário. Por fim, fui caminhar pela vila. Aquela missão estava ocupando minha mente e eu estava ansioso para saber mais detalhes. Eu estava envolvido em algo realmente importante e o pior é que não poderia contar a ninguém. Pela primeira vez podia sentir o sentimento de responsabilidade crescer em mim. Me sentei em uma cadeira junto a um estabelecimento ao ar livre e fiquei ali observando as pessoas. Ninguém sabia que eu era um ninja, afinal, estava com a bandana guardada no bolso.

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Uma segunda garota misteriosa?

em Sab 12 Jan 2019 - 2:45



"Mas um dia... No futuro... Eu sonho com um momento em que todos os shinobi irão cooperar uns com os outros... Um tempo em que os corações de todos estariam juntos, independentemente de seus países. Esse é o meu... sonho do futuro."

SENJU CLAN



Olhava de um lado ao outro, um pouco distraído. Deveria aguardar anoitecer para me encontrar com Thor e não tinha nada o que fazer até lá. "Ah, vou para a biblioteca estudar um pouco." Quando conclui o raciocínio, o coloquei em prática. Mas quando ia me colocando de pé, alguém acabou trombando em mim novamente. Cai sentado na cadeira e ouvi um tilintar e aquilo me fez arregalar os olhos, sentindo meu corpo estremecer. "É ela de novo!" A garota se abaixava e pegava a minha banda do chão. "Droga! Ela sabe que sou um ninja agora." A inexperiência e desconhecimento me fizeram pensar em milhares de situações, uma mais trágica que a outra. Um simples encontrão poderia ter colocado toda uma missão secreta a perder. Levei minha mão a minha bolsa de armas, apenas para constatar que ela não estava ali. De costas, os cabelos curtos e negros de outrora, mas quando ela virou...



Sua expressão facial indicava tristeza ou assim me parecia. Não era a garota de antes. Era tão parecida de costas, o melhor corte de cabelo. —— Peço desculpas. —— A voz parecia se perder desde a primeira sílaba, como se ela fosse chorar. Me vi em uma situação inusitada. Estiquei a mão para pegar minha bandana, sem ter a certeza se a garota sabia o que ela significava. —— Tudo bem. Não se preocupe. V-você está bem? —— Ela baixou o olhar e não disse nada por algum tempo. Em um sussurro cortou o silêncio: —— Estou. É só que... Desculpa. Eu não conheço você, preciso ir. —— A garota se virou e partiu. Esbocei uma reação de tentar impedi-la mas achei que não era prudente. Alguns segundos depois uma senhora pequena se aproximou e me disse: —— Ela vive chorando. Ela e a irmã se mudaram para a Vila recentemente. Deve ter no máximo um ano. Vi a irmã dela uma ou duas vezes e apenas julguei ser irmã devido a aparência das duas e a idade não parecer tão distante. Talvez sejam uma dessas órfãs das guerras. Uma pena. —— Meu olhar acompanhou a garota até que não pudesse mais. Voltei minha atenção a velha e resolvi perguntar a ela mais sobre a garota.

—— Vivem apenas as duas? Mais ninguém? Elas podem ser órfãs mesmo. Você sabe aonde é a casa dela? —— A senhora pareceu contente que eu estivesse ouvindo-a e com um sorriso indicou com a mão a direção. Quando comecei a andar, senti uma mão em meu ombro e olhei para trás. Era Thor. —— Aonde estava indo? —— me questionou. —— Lugar nenhum... digo, não é importante. —— Ele começou a caminhar e eu fui seguindo seus passos. Meus pensamentos estavam na garota. Eu não podia deixar de pensar em sua situação. Eu não sabia como era perder uma pessoa importante. Conhecia as histórias da recente guerra. No fim existe uma grande diferença entre saber de algo na teoria e experimentar aquela sensação. —— Ela mora logo ali na frente. Tenha cuidado. —— Ele parou na frente de uma casa de dois andares com um terreno bem grande. Sua estrutura estava deteriorada. As paredes de madeira pareciam gastas e sem vida. Seu marrom era escuro, embora esses pontos de desgastes tirassem toda a beleza que a cor poderia oferecer. Os portões eram de ferro na cor dourada, mas sofriam do mesmo problema com o desgaste.

—— Ele ainda tá mexendo. Alguém entrou ou saiu por ele recentemente. —— A observação de Thor era muito inteligente e aquilo me fez lembrar sua observação de antes: devemos observar a tudo e registrar tudo mentalmente. Caminhamos até uma parte em floresta ao redor da casa. Tínhamos ali uma boa visão do portão da casa e sua porta principal. —— Vamos entrar. Estou com a sensação que não tem ninguém. Podemos vasculhar a casa em busca de informações. —— Não tive como discordar dele. Mesmo não achando a ideia boa, tínhamos metade de chance de estar certos. No mínimo tínhamos vantagem numérica caso fosse necessário um confronto. —— Vamos nos certificar ao máximo, podemos dar uma volta na casa para ver se tem alguém. —— Ele não pareceu gostar da sugestão, mas cedeu. Começamos a caminhar pela floresta sempre mantendo o olhar na casa. Estávamos procurando por janelas ou outras portas. Existiam algumas janelas espalhadas pela casa e também uma porta nos fundos. Após olhar toda a residência, voltamos ao ponto inicial, na frente da casa. —— Parece que não tem ninguém. Todas as luzes apagadas. É nossa oportunidade. Eu vou pela porta dos fundos e você pela frente. Nessa escuridão é difícil algum vizinho notar algo. ——

Colocamos o plano em prática. Cada passo meu em direção ao portão eu olhava para os lados, quase como suplicando que alguém aparecesse ali e me perguntasse o que eu estava fazendo essas horas da noite na frente da casa de duas mulheres. Os problemas poderiam ser gigantescos, mas ansiava por eles. Infelizmente ninguém apareceu e cheguei ao portão. Com cuidado o destravei e passei, travando-o depois. Notei como ele se movimentava quando eu tinha acabado de passar. "Exatamente como Thor percebeu. Ele fica se movimentando após alguém passar." Fui em direção a porta. Chegando lá minha inexperiência se fez presente. Como eu abriria a porta? Eu era um ninja, não um assaltante. Refleti por alguns instantes sobre isso, fosse como fosse, eu precisava ser rápido. "Terei que forçar a porta.. isso pode fazer muito barulho." Coloquei a mão na maçaneta para ver melhor seu modelo e para a minha surpresa ela girou, abrindo a porta. "Está aberta? Como deixaram a casa aberta?" minha conclusão a seguir me deixou mais assustado do que estava. "Ela está em casa!"

Quando empurrei a porta, ela fez um barulho devido ao seu desgaste que acompanhava toda a residência. Ouvi um barulho similar do outro lado da casa, era Thor, provavelmente. O assoalho era traidor e a cada passo ele ocasionava um pequeno rangido. A casa estava realmente em más condições. Os barulhos eram quase inaudíveis, mas quem morasse ali certamente notaria. Por alguns instantes existiu silêncio. Cessei meus passos e apurei os ouvidos. Tentava ouvir passos de Thor. Nada. Nenhum som era produzido. Eu estava na Sala de Estar. Um sofá preto de quatro lugares e uma mesa de centro com um tapete vermelho ao lado era tudo ali. Sobre a mesa diversos papéis, me aproximei e me agachei, começando a vasculha-los. Eram documentos referentes a uma casa. Talvez fosse dessa casa. Tentei achar o endereço da residência, mas não consegui. Estava muito escuro e a única iluminação era uma fresta na cortina que deixava a luz penetrar ali. Caminhei pela Sala buscando outros móveis e encontrei alguns de canto, mas também nenhum papel importante dentro deles.

Chamou minha atenção novamente o barulho de passos. A tensão crescia dentro de mim. Os passos pareciam cada vez mais próximos do meu cômodo. Instintivamente busquei algo em uma minha bolsa de armas. "Péssima hora para se esquecer as armas! Péssima hora!" Tateei na ilusão de encontrar algum objeto que pudesse usar como arma em um possível combate. Os passos. Cada vez mais próximos. A escuridão a minha frente era um desafio. A luz que penetrava na janela era inócua além da pequena fresta. Soltei um pequeno suspiro de tensão. Uma silhueta parecia ter se deslocado a alguns metros de mim. Sentia meu corpo estremecer. Aquela sensação de medo. Cada milésimo que passava e a morte parecia mais próxima. Queria gritar por Thor, mas não conseguiria, a voz parecia não me pertencer mais. Tentei articular palavras, mesmo sendo uma péssima ideia, queria depositar todas as minhas esperanças que quem estava ali era Thor. "NÃO!" Não podia ser. Era ela. Pude ver a garota se aproximando, pouco a pouco quando....



Uma lâmina atravessou seu corpo. Tentei avançar, mas acabei recuando assustado. Minhas costas tocaram a parede. Nenhum grito foi emitido. O único som que eu ouvia eram as gotas de sangue de com alguns segundos irregulares de diferença tocavam o chão e emitiam um pequeno barulho. O corpo parecia ceder. Caiu ajoelhada próximo a mim. Seus olhos estavam cheios de lágrimas. Pareciam suplicar, querer me dizer algo. Aqueles olhos que eu tinha visto anteriormente. A voz parecia voltar a mim apenas para sussurrar: —— N-não é e-ela... —— O corpo desabou no chão. Thor se aproximou de mim e se agachou, virando o corpo da mulher para cima. Agora a luz alcançava a nós e parecia que o corpo tinha escolhido cair bem no local em que seu rosto ficou iluminado. Encarei Thor e vi em seu rosto uma expressão de irritação e tristeza. Ele fechou os olhos e se lamentou. Ele tinha matado a mulher errada. Aquela não era a investigada e sim a garota que antes trombou comigo, possivelmente a irmã de quem deveríamos investigar.

—— O que eu fiz? Matei uma pessoa inocente? —— Thor parecia abalado, tomando consciência cada vez do seu ato. Eu me mantinha encostado na parede, ainda processando tudo que estava acontecendo. Senti algo gelado penetrar minhas sandálias e era o sangue escorrendo. A expressão de Thor se modificou. Ele se colocou de pé e começou a puxar sua katana. Era um movimento lento, como se ele estivesse com pena da garota e não a quisesse machucar embora ela já estivesse morta. —— Acho que acertei o coração dela, Kafka... —— Thor respirou fundo, parecendo reordenar seus pensamentos. —— Temos que sair daqui. Não encontrei nada enquanto vasculhava a cozinha. Você encontrou algo? —— Balancei a cabeça negativamente, incrédulo da forma como ele estava falando. Aquele barulho de novo! Era o portão. A irmã tinha chegado em casa! —— Precisamos ir embora, Kafka. Anda! Kafka! —— Thor me puxou pelo braço então fui retomando o domínio do meu corpo. Sai apressado atrás dele, pela falta de visibilidade, ouvi um barulho estranho e conclui que eu tinha pisado na poça de sangue que se formou no chão.

Por conhecer o caminho, Thor me guiou até a porta dos fundos e saímos por ela apressadamente. Nos embrenhamos na mata. Eu queria ir para casa imediatamente, mas Thor ficou escondido e me fez ficar com ele. —— Precisamos ficar aqui. Vamos ver se ela está acompanhada ou quando perceberá... —— A luz se acendeu. Senti meu corpo pesar. Após alguns minutos, não ouvimos nenhum som. Era estranho. Estaria ela tão perplexa assim? Thor me puxou do nada e pude ver a garota olhando a porta dos fundos. Ela saiu pela porta e ficou algum tempo olhando para os arredores. Após algum tempo, voltou para dentro de casa. Parecia estar só. E ficaria só de agora em diante. —— Vamos embora, Kafka. —— Concordei com a cabeça quase que automaticamente. Saímos pela mata e depois saímos no centro da União. Ninguém dizia nenhuma palavra. Foi eu quem pôs fim ao silêncio torturante: —— Você já fez isso antes? Matou alguém antes? —— Ele demorou em responder. —— Eu não sabia que era a pessoa errada. Já tive combates em que tive que matar o inimigo, mas eram combates. Ou eu matava ou morria. Ali foi... um acidente... que tragédia! ——

—— Como ficará nossa missão agora, Thor? —— Ele chacoalhou a cabeça e sorriu quase sem vontade. —— Ninguém tem nada a ver com nossos problemas particulares, Kafka. Os interesses da União estão acima dos nossos. Eles vão entender uma hora ou outra. São todos acostumados a lidar com mortes e perdas importantes. Nós é que somos novos nisso ainda. Mas logo perderemos essa sensibilidade toda... —— Aquelas palavras me pesaram no coração. Como não teríamos sensibilidade diante da morte de um inocente? Isso era ser um shinobi? Lembrei das palavras da velha mais cedo. Eu não sabia a sensação de perder alguém que amava. A ironia do destino me colocava na situação de ver uma pessoa morrer na minha frente. Eu ainda não podia mensurar como era perder um parente amado, mas conhecia a sensação. Tremi só de pensar em sentir aquela sensação de novo. Me despedi de Thor e fui para casa. Quando deitei em minha cama, demorei dormir. A cena da garota não parava de passar em minha mente. Nada parecia me fazer esquecer aquela cena. Ali fiz dois juramentos: jamais mataria um inocente e me tornaria o mais forte para impedir que aquilo se repetisse. Não sabia até quando aquela cena me perturbaria, mas enquanto ela vivesse em minha mente, eu lembraria das minhas duas promessas.

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Re: [Arco Um — Kafka] Um novo começo!

em Sab 12 Jan 2019 - 12:28
@ 90 de xp + 30 mil ryous.
Thor fazendo merda como sempre q

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Seguindo em frente

em Dom 13 Jan 2019 - 0:00



"Mas um dia... No futuro... Eu sonho com um momento em que todos os shinobi irão cooperar uns com os outros... Um tempo em que os corações de todos estariam juntos, independentemente de seus países. Esse é o meu... sonho do futuro."

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Thor me cumprimentou um pouco tímido, embora parecesse bem melhor que ontem. Após trocarmos algumas palavras de forma cortês, tive que fazer perguntas mais desconfortáveis a ele. —— Contasse a alguém sobre o que ocorreu ontem? —— Ele movimentou a cabeça, indicando que sim. Continuávamos caminhando enquanto ele falava: —— Contei para nossos superiores. Não existiu nenhuma lamentação. A única foi em tom de medo de uma possível retaliação e não pela garota em si. Eu falei pra você que seria assim. —— Ouvindo as palavras deles, tentei refletir com mais maturidade que anteriormente. Antes meu foco foi apenas na garota e de fato sua vida deveria ser importante, embora eu não soubesse nada dela. Mas e a família dela? A irmã dela não é possivelmente uma criminosa? Será que ela não tira também vidas? Não tiraria ela vidas na União? Antes que eu continuasse com minha reflexão, Thor cortou e me deu dois pergaminhos. —— Pediram que fizéssemos essas duas missões. Acho que eles querem que pensemos um pouco em algo diferente. Uma casa talvez má assombrada e pegar uma planta para o Hospital da União. Querem agir ainda como se fôssemos esquecer aquilo apenas porque fomos pegar uma merda de uma planta. ——

Nas palavras de Thor eu percebia um tom que não tinha notado anteriormente. Ele estava realmente magoado por ter assassinado a garota. Não apenas no sentido que deu fim a uma garota, mas parecia ter algo além daquelas palavras. Chegamos a uma casa bastante gasta e de madeira. Alguns garotos estavam parados próximo a seu portão. Questionamos o que eles estavam fazendo ali. Um deles, um gordinho baixinho respondeu: —— Uma garota foi pega pelo fantasma que mora aí. Ela estava gritando até agora pouco. —— "SOCORROOOOO!" O grito vinha de dentro da casa. Sem pensar duas vezes, saltei a cerca e fui correndo em direção à residência, Thor veio logo atrás. A porta estava trancada, mas ao contrário do dia anterior, não me importei em nada e me joguei contra ela, arrombando-a sem dificuldade devido ao seu estado velho e aos pedaços. —— Ei, vamos ter cuidado, Kafka! —— Ignorei as palavras do parceiro e fui escadas acima.

Os degraus estavam cheios de coisas velhas em caixas e tive que tomar cuidado para não tropeçar em nenhuma delas. Fui abrindo de porta em porta quando cheguei no corredor principal. Os gritos tinham parado e aquilo me deixou ainda mais irritado. Thor trazia sua katana em mãos. Em uma porta achei um homem velho e concorda com uma garota mais ou menos da minha idade. Avancei em direção a ele e desferi diversos socos em seu rosto. O homem não ofereceu resistência nenhuma. A garota correu para trás de Thor. Com os sentimentos em desordem, acabei culpando aquele homem pelos meus problemas e o elegi para sofrer as consequências. ——  Ele não me fez nada. ——  quando ouvi as palavras da garota, me enchi de fúria. O velho sangrava no chão pelo nariz e boca, o rosto todo vermelho das pancadas. Por fim Thor me afastou do velho, que agora estava inconsciente no chão. ——  Por que não me avisou que ele não tinha feito nada? RESPONDA! ——

Meu parceiro pegou o velho nos braços e saiu acompanhado da garota. —— Tente se acalmar, meu amigo. Logo voltarei. Vá achar a planta que estão precisando. Eu estive pensando. O que aconteceu era pra acontecer. Infelizmente é assim a vida de um ninja, nem sempre podemos refletir sobre nossas escolhas e as vezes podemos tomar decisões erradas. Eu lamento muito o que fiz, mas está feito, Kafka. Temos que seguir em frente. ——  Olhei a ele com uma expressão confusa, quase querendo chorar. —— Uma garota morreu por nossa culpa! Olha o que fizemos! Olha o que eu fiz a ele! O condenei sem nem perguntar nada. Foi o que você fez ontem... —— Minha última frase era uma conclusão triste. Naquele instante o que me separava de Thor? Nada. Eu apenas não tinha uma lâmina em minhas mãos ou teria acabado com a vida do velho naquele instante.

Thor foi embora com eles e eu fui caminhar pela mata. Estava com o pergaminho da missão que tinham me entregado. Olhei por algumas vezes para tentar identificar a planta no meio de toda aquela vegetação. Me sentei por fim em um tronco que estava no chão e passei a pensar no que tinha feito e no que poderia fazer. Certamente que eu tinha perdido meu controle emocional, aquilo era inadmissível. Mas será que eles não percebiam que ainda éramos crianças e que não deveríamos estar envolvidos em missões que demandavam tanto mentalmente? As guerras tinham acabado, não sei se é necessário usar as crianças ainda dessa forma. Naquele instante eu temia meu descontrole emocional e também o fato de ser apenas eu o problema. Afinal, somente eu tinha reclamado disso e via problema nisso, ninguém mais via.

Naquela instante tive meu primeiro grande questionamento. Eu não era mais uma criança. Estava me tornando um adolescente e logo seria um adulto. Precisava amadurecer. Precisava compreender como funcionava a União e suas hierarquias. Precisava eu primeiramente hierarquizar minhas preferências e definir o que era certo ou errado. Mímir certamente me diria algumas boas palavras sobre isso. Claro... Mímir, preciso falar com ele. Talvez ele saiba me aconselhar. Me levantei e voltei a caminhar. Descia uma montanha da União e ia desviando dos galhos que cresciam para todos os lados e formaram aquela paisagem. Eram muitas plantas, muitas cores, azul, amarelo, verde. Mas eu precisava de uma roxa.

Continuei caminhando até que me escorei em uma árvore para respirar um pouco. Perdendo meu olhar, acabei percebendo algo roxo que passou rápido enquanto eu virava a cabeça. Voltei atento o olhar e fui até uma planta curiosa, roxa em uma árvore a minha frente. Caminhei até ela e retirei ela pela raiz. Ao redor tinha algumas outras delas. Coloquei todas dentro de um saco e fui voltando para a vila.

Chegando no Quartel General, temi encarar meus superiores. Não queria que ninguém percebesse que andei chorando ou desconfiasse dos meus pensamentos. Eu já tinha problemas demais e não queria arrumar outros. Deixei o pergaminho das missões sobre a mesa. Eles devidamente preenchidos e sai dali. Com as plantas, fui até o hospital e procurei pela pessoa que tinha contratado a missão. Após encontrar a pessoa, deixei as plantas e fui para casa descansar. Estava realmente precisando de descanso.

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missões D

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Ventos do Destino

em Dom 13 Jan 2019 - 23:27



"Mas um dia... No futuro... Eu sonho com um momento em que todos os shinobi irão cooperar uns com os outros... Um tempo em que os corações de todos estariam juntos, independentemente de seus países. Esse é o meu... sonho do futuro."

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Alguns dias se passaram desde minha última missão e aproveitei para adquirir mais conhecimentos na biblioteca, descansar tanto fisicamente quanto mentalmente. Eu me sentia renovado. A renovação se estendia, mas não era completa. Mantinha firme em minha mente as promessas que tinha feito. Após ter tomado meu café, sai caminhar e foi quando encontrei Mímir. Ele aparece muito em minhas lembranças e desempenhará um papel fundamental em minha vida. Eu ainda não tinha conhecimento sobre seus poderes e nem sabia se ele tinha sido um ninja ou não. Parecíamos sincronizados naquele dia. Mimir tinha feito sua barba e após longos anos convivendo com ele, podia ver seu rosto com nitidez. Ele não aparentava ser mais tão velho. A barba longa e branca além dos trajes simples davam a ele a aparência de um sem teto ou pessoa muito pobre. —— Mímir! Quase não o reconheci. O que estimulou a mudança, Velho? —— Ele sorriu e movimentou a cabeça como se eu tivesse feito um elogio e ele estivesse a agradecer.

—— São tempos de mudanças. Tempos importantes se aproximam. Você também me parece muito mudado. Tem algumas semanas que não conversamos. E sua mudança é mais importante que a minha, a tua aconteceu aqui e aqui —— ele tocou em meu peito e depois em minha cabeça. Sorri a ele. O velho parecia sempre saber de tudo. —— Estamos aqui próximo ao campo de treinamento. O que acha se... lutarmos? —— A pergunta me pegou um pouco de surpresa. Jamais tinha imaginado que ele pudesse lutar. Desconfiava que ele tivesse sido muito poderoso, afinal, todos respeitavam-no. —— Tem certeza que você quer apanhar hoje? Tomou seu chá para dores nas costas? —— Soltei algumas risadas e caminhamos um pouco mais. Eu cometi alguns erros naquele dia. O pior deles sem duvida foi achar que Mimir pegaria leve comigo e, pior, achar que ele não possuía grande destreza em combates. Meu primeiro avanço foi desleixado e acabei no chão sem nem ver o que tinha acontecido. "Mas... como?" Ele era a pessoa mais rápida que eu já tinha visto. Apoiei ambas as mãos no chão e saltei, ficando em pé. Minha expressão se alterava. Segundos antes eu tinha um sorriso nos lábios, agora estava mais preocupado e sério.

Ele avançou. Novamente meus olhos não eram páreo para sua velocidade. Senti alguns toques em meu corpo e após um breve segundo fui lançado com violência para trás. Enquanto era arremessado pude apenas ver o último movimento do Velho. Sua perna estava esticada na minha direção, na altura do meu peito. Eu só parei quando minhas costas tocaram a parede. Fiquei sentado no chão com as costas na parede, sentia meu corpo doer imensamente. Apoiei ambas as mãos no chão e comecei a me levantar com dificuldade. Um flash. Foi tudo o que vi. Sentir? Senti apenas um pequeno vento ao lado de meu rosto e o barulho da parede se destruindo no local que a mão de Mimir atingiu. Ele sorria e comentou baixinho: —— Jamais subestime seu oponente. Não importa como ele pareça. —— Por sorte um ninja se aproximou e me chamou com a voz trêmula. Ele não sabia que aquilo não era uma luta séria e isso era grande sorte para mim, pois se fosse, eu não estaria mais aqui. O garoto me entregou alguns pergaminhos e eu tinha novas missões a realizar. Mimir tocou meu ombro e disse: —— Esse foi o seu pré-treino. Teremos outros encontros antes do dia chegar. A União tem ótimos professores e shinobis, mas acho que eu posso te oferecer algo especial que nenhum deles têm. ——

Me afastei. Se eu tinha qualquer dúvida sobre Mímir, elas findaram naquele momento. Tinha a confirmação que ele tinha sido um grande lutador e muito poderoso. Eu não era nem mediano, é bem verdade. Mas eu não tinha conseguido nem acompanhar seus movimentos, tal a superioridade dele. Enquanto caminhava, sentia ainda meu corpo doer nas regiões em que fui acertado. Retirei os pergaminhos do bolso e parei para ler o conteúdo das missões. A primeira delas eu teria que ajudar a encontrar um relógio que tinha sido perdido por um homem. Achei que eu tinha superado essas missões simples e atingido um novo estágio com minhas últimas missões, mas eu estava enganado. Ou será que...? Será que eles souberam dos acontecidos em detalhes e de como eu fiquei com medo e hesitei durante a missão? Eu tinha cometido dois erros consecutivos. Por sorte nenhum deles tinha comprometido as missões, mas serviram de aprendizagem. Primeiro eu temi entrar na casa e depois estava desprotegido dentro dela. Na outra missão eu ataquei um homem sem ter motivos, apenas indicações. Não quis perguntar, fui direto para o combate. Talvez eu tenha tentado compensar minha hesitação na missão anterior e acabei sendo precipitado nessa última. Mas são águas passadas. Errei, aprendi com os erros e tirei importantes lições.

Entrei em um terreno que era o endereço escrito no pergaminho. Bati na porta e aguardei que viessem me atender. —— Bom dia, sou Kafka. O senhor que perdeu um relógio? —— O velho abriu um largo sorriso que poderia ser visto mesmo através da espessa barba. —— Oh, sim. Perdi meu relógio. Acordei hoje e fui pegá-lo e não encontrei. Não sei se me roubaram. Sabe, é um relógio muito valioso. —— Eu ia concordando com a cabeça até que comecei as perguntas necessárias: —— Qual foi a última vez que o senhor viu ou usou o relógio? Saiu de casa hoje? Foi aonde? Costuma passear pela casa ou terreno? —— Eu já tinha experiência de buscas de outras missões e tinha desenvolvido até essas pessoas padrões. O velho parecia estar fazendo um grande esforço para relembrar todas as perguntas e conectar com suas memórias para ter respostas exatas. Algum tempo se passou e ele respondeu meio sem convicção: —— Pensando bem, eu estava usando ele hoje cedo. Fui comprar comida e voltei. Então não vi mais ele. O único lugar da casa que eu fui foi o banheiro e na porta, óbvio, para sair e entrar. —— Pedi autorização para procurar pela casa e o velho concedeu.

Primeiro fui no quarto dele e depois no banheiro. O velho não tinha os melhores hábitos e suas roupas estavam espalhadas por todos os locais. Talvez ele não tenha quem limpar então vai amontoando tudo até contratar alguém. Tomara que não me caia essa missão.  Ele não tinha deixado por cima de nada aparente. "Ter de refazer o caminho dele até aonde comprou comida será bem trabalhoso. Se caiu no trajeto, talvez alguém tenha achado e jamais veremos novamente." Chegando na porta, a abri e fechei e fui em direção ao portão. A grama da casa era bem aparada e notei algo dourado brilhando. Me agachei e peguei. Tinha achado o relógio. "Talvez ele tenha deixado cair quando abriu ou fechou o portão. Quem sabe estava um pouco frouxo." Dei uma olhada nele e notei que estava faltando uma peça. A peça que mantinha a pulseira fechada. Voltei até ele: —— Encontrei. Veja, a peça quebrou e por isso ele soltou do seu braço. —— Eu ia me virando para ir embora quando ele segurou em meu braço, me fazendo virar o rosto em sua direção. —— Não é você que irá me escoltar? —— Eu não sabia do que ele estava falando, cheguei a pensar que ele estava delirando. Por precaução busquei meus pergaminhos e li em um deles: proteger um cliente em sua viagem de negócios. No outro pergaminho dizia: ajudar um cliente a se vestir para uma viagem de negócios. Eu não poderia acreditar. Teria que ficar o dia inteiro com ele e até arrumá-lo!

Caminhamos até seu guarda roupas e comecei a pegar algumas roupas e mostrar ao velho. Ele não gostava de quase nenhuma. Me ocorreu perguntar mas ignorei, mas se ele não gostava, por que mantinha as roupas ali ao invés de comprar novas? Após diversas tentativas e combinações fracassadas, ele optou por uma camisa branca e uma calça preta. Ele pegou um barbeador e me entregou enquanto se sentava. Peguei a lâmina e fiquei o encarando, quase como se fosse enterrar a lâmina em seu pescoço. Peguei um pouco de espuma e passei no rosto dele e depois comecei a passar a lâmina com cuidado. Subia e descia tocando a pele enrugada do velho. Em uns dois locais acabou que a lâmina o cortou, entretanto ele não se importou. Até mesmo elogiou, comentando que quando ele mesmo fazia, se cortava inteiro.

A parte mais constrangedora veio a seguir. Tive que ajuda-lo a tomar banho e colocar a roupa. Por sorte ele conseguia se lavar sozinho e precisei apenas ficar próximo para caso ele desmaiasse. Ele disse que tinha acontecido já duas vezes e não sabia as causas. Então era bom ele estar sempre preparado. —— O senhor não tem nenhuma família que possa ajuda-lo? —— Ele respondeu que não. Era uma pena. Um homem já de idade avançada e sem ninguém para ajuda-lo. Ele tinha dinheiro e isso não fazia a menor diferença. Parecia ser uma pessoa solitária da mesma forma. Por fim, trocou de roupa e pudemos finalmente sair. —— Aonde vamos e devo me preocupar? —— Quando abri a porta, dei de cara com Thor. —— Kafka! Então você irá escolta-lo junto comigo, é isso? —— Sorri e fiquei feliz ao ver meu companheiro de missões. O velho esperou nosso momento de apresentações e depois me respondeu: —— Você sabe que a vila está tendo grande demanda de livros, certo? Autores de todos os locais estão compilando seus conhecimentos e querendo publicá-los. Eu financio esses livros. Estou indo visitar um autor. Não lembro bem seu nome... é... Ernest, eu acho. —— Ernest? Seria o Ernest parente de Dali?

O caminho estava tranquilo e quando o velho indicou a casa, tive a confirmação que era o Ernest que eu conhecia. Ele nos recebeu e me deu um abraço apertado. —— Senhor, esse é um escritor que o senhor adoraria publicar. Ele tem muito talento. —— Sorri um pouco envergonhado. Os dois entraram e pediram que eu e Thor ficássemos do lado de fora protegendo e dando a privacidade que eles necessitavam. Eu não tinha certeza se queria ficar sozinho com Thor, mas ali estávamos nós. Saltei no telhado e ele me acompanhou. —— Como tu tá? —— Ele demorou um pouco a responder. Parecia que todo mundo estava a medir as palavras, escolhendo sempre as melhores. —— Estou bem, na verdade. Finalmente consegui parar de me culpar pelo que aconteceu. É minha vida. Escolhi essa profissão. Acontece, infelizmente. —— Senti sinceridade na voz dele e não mais aquele tom triste, ele parecia realmente ter superado. Questionei sobre a garota. —— Eu e você retomaremos amanhã as investigações. Ela continua na mesma casa e mantém o mesmo padrão em sua rotina. Sai de casa, fica o dia todo fora. Volta a noite, fica um pouco, sai e volta só no outro dia pela manhã bem cedo. Ela não tem nenhuma função paralela, não exerce nenhuma profissão. E não sabemos de nenhuma herança ou algo similar. Então o dinheiro dela é suspeito. Porque querendo ou não, ele tem uma boa casa, mesmo que velha, é uma casa grande. —— Fiquei pensativo. O dia foi passando e quando a noite ia surgindo, ouvimos o barulho da porta.

Saltamos no chão e os dois se abraçavam, o velho carregando uma pilha de papéis. —— Podemos ir embora, garotas. Irei publicar o grande Ernest. —— Fiquei feliz ao ouvir a notícia e Ernest convidou para entrar e tomar um café. Enquanto ele ia fazendo o café, fui até a biblioteca dele e fiquei a admirando. Ele parecia ter ainda mais livros que tinha durante minha última visita. Quando retornei à cozinha, ele me perguntou: —— Tem visto Dali? Ele não passou na volta aqui em casa aquele dia e nunca mais retornou. Capaz dele ter ficado por lá mesmo e ter achado o ambiente propício para desenvolver sua arte. Mas e você? Tem escrito muito? —— Me envergonhei um pouco, pois tinha alguns dias que eu não registrava nada. Não queria registrar a tragédia e nem queria expor ela ali para todo mundo. Respondi a ele com mentiras. Disse que continuava escrevendo. Ele talvez tenha notado. Nos levantamos após tomar café e nos despedimos, com a promessa de eu retornar em breve.

Começamos a fazer o caminho de volta. O velho estava um pouco mais tagarela que antes e isso nos preocupou. Não o fato dele estar conversando, mas de estar conversando naquele momento. Era noite e estávamos próximo às florestas da vila, poderíamos ser alvos de um ataque e a voz grave do velho era um grande chamativo. —— Ernest é um grande escritor, não tenho dúvidas. Seu romance irá vender muito... —— Eu e Thor paramos e o velho parou junto, cessando suas palavras e nos olhando interrogativo. —— Faça silêncio. Não estamos sozinhos. —— Advertiu Thor com severidade. Sacando sua katana, meu parceiro já parecia pronto para qualquer coisa. Eu buscava tentar olhar em todas as direções, mas sem me alterar. Não podia temer a situação, tinha que manter a calma. A escuridão nos impedia de ver muita coisa. Uma pessoa surgiu a nossa frente, uns dez metros. Ela foi erguendo seu braço e apontava o dedo para mim. No instante seguinte ela avançou tão rápido que eu não tive tempo de reagir. Ela penetrou uma longa lâmina em Thor, atravessando-o. Quando noite, uma outra pessoa com uma máscara branca estava na frente do velho.

Com um movimento rápido, sua cabeça foi arrancada do corpo, rolando até meus pés. O medo me dominava por dentro, tive que lutar para manter a calma. Sacava uma kunai e a segurava de forma ofensiva, mas minhas mãos estavam trêmulas. As duas pessoas caminhavam em minha direção e corri na direção de uma delas, tentando acertá-la com um golpe de kunai. Mas passei o vazio e senti um soco contra meu estômago. Era tão forte que me curvei e cai ajoelhado. Uma joelhada em meu rosto e fui arremessado para trás, parando apenas quando meu corpo muito tinha arrastado pelo chão. Sentindo que perdia as forças, não iria desistir ali e apoiei as mãos no chão, me colocando de pé. Olhei para os corpos do velho e de Thor e senti raiva. Novamente avancei contra os inimigos e novamente fui dominado com facilidade. Uma enxurrada de golpes me atingiram e fui lançado contra uma árvore. Sem ter tempo nem de respirar, a pessoa já estava junto a mim e me chutava no chão, brincando com minha dor.

Quando pareceu que a diversão tinha acabado, senti o gélido da kunai tocar meu pescoço. "É o fim para mim. Mímir estava errado." Mesmo naquela situação, eu conseguia pensar em Mímir. Fechei os olhos e então revivi a cena da garota sendo morta em minha frente. Conseguia ver cada detalhe do seu rosto. A lâmina de Thor penetrando-a. Seu corpo caindo em minha frente e o sangue a escorrer. Sem saber porquê, a cena se repetiu em minha mente. Talvez eu estivesse morto e aquilo ali seria minha punição? Não sabia dizer. Mas a cena se repetia e se repetia novamente. Seria essa a punição de algum deus sádico que quer purificar a alma dos seus pecados ou apenas quer ver seus súditos implorarem por seu perdão e amor? Eu não sabia dizer também. Mas aquilo não poderia ser para sempre... Eu esperava que não fosse.

Entretanto notei que eu estava conseguindo ver o rosto da garota de forma nítida e o dia lá fora não parecia noite. Estava ainda escurecendo, mas ainda existia iluminação suficiente. Quando ela morreu, era noite. O que está acontecendo? A cena se iniciava novamente em minha mente e eu conseguia ver no espelho da casa...a irmã dela estava na porta olhando tudo! Mas como? O que estava acontecendo? De susto abri meus olhos e vi Thor ao meu lado. Ele estava vivo! E o velho também. —— Você caiu em um genjutsu, Kafka. Fomos atacados por uma pessoa mascarada e ela te colocou em um genjutsu. Acho que consegui feri-la gravemente, mas em compensação, fui atingido na perna e estou com dificuldades para caminhar. —— Eu e o velho pegamos cada um em um braço de Thor e o apoiamos, começando a caminhar em direção ao centro da vila. O caminho foi longo e tivemos muita dificuldade em completa-lo. Thor era muito pesado pois era um garoto muito grande e forte.

Deixei o velho no Quartel General para que ele fosse protegido e então fomos para o Hospital. Lá o ninja líder da missão me procurou e buscou saber o que tinha acontecido. —— Fomos atacados enquanto retornávamos. Eu não consegui ver quantos inimigos eram. Vi apenas um mascarado, com uma roupa toda preta. Ah, a cor da máscara era branca. Eu... cai em um genjutsu e só fui sair quando Thor me libertou. Só que a luta já estava acabada e o inimigo tinha se evadido. Thor disse que feriu gravemente o adversário. —— O ninja pareceu avaliar bem minhas palavras e refletir enquanto as ouvia. No fim ele me agradeceu e entregou minhas recompensas. —— Não se preocupe com seu parceiro, ele ficará bem. Foi apenas um arranhão. Ele é bem resistente. ——

Fui até seu quarto e vi que ele estava bem. —— Peço desculpas por hoje, fui um fraco e apenas um fardo. —— Ele tratou de me animar, dizendo que o inimigo era realmente muito forte e que eu só tinha inexperiência e não que era fraco. —— Você tem ideia de quem está por atrás desse ataque? —— Ele não sabia dizer. Me despedi dele e sai de lá. Passei no quartel general e constatei que eles tinham enviado o velho para casa. Aparentemente achavam que ele estava seguro aqui no centro da vila e próximo de tudo. Ninguém me informou mais nada e fiquei somente eu e meus questionamentos. Assaltos não era algo tão incomum. Talvez fosse algo apenas de coincidência. Mas aquele dia tinha sido de novos aprendizados. Eu precisaria melhorar minhas habilidades em genjutsu e também físicas. Tinha sido dominado facilmente nas duas artes. Pouco importante eu ser bom em ninjutsu. Não me foi útil tal qualificação. Precisava aprender e treinar.

hp: 20 | ck: 20 | st: 05

Considerações:
Duas missões D & duas C.
Achar um pertence valioso.
Ajudar um velho necessitado.

Escoltar um empresário em uma viagem de negócios.
Levar um ninja ferido até o Hospital.

3025 palavras. 3000 necessárias.

90 de Exp desejada.







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"Coloque a lealdade e a confiança acima de qualquer coisa;
não te alies aos moralmente inferiores; não receies corrigir teus erros."
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Re: [Arco Um — Kafka] Um novo começo!

em Dom 13 Jan 2019 - 23:57
@. Exp 120 e 40 mil de Ryous.
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Re: [Arco Um — Kafka] Um novo começo!

em Seg 14 Jan 2019 - 23:56



"Mas um dia... No futuro... Eu sonho com um momento em que todos os shinobi irão cooperar uns com os outros... Um tempo em que os corações de todos estariam juntos, independentemente de seus países. Esse é o meu... sonho do futuro."

SENJU CLAN



Logo cedo tinha acordado e ido direto para minha mesa. Ali estavam espalhados alguns livros e rascunhos que eu tinha iniciado. Era uma mania minha anotar trechos de ideias em qualquer coisa que estivesse a mão. Por isso sempre levava em meus bolsos meus pergaminhos de anotações. Minha última missão, para além do desastre no combate, tinha sido muito proveitosa por ter reencontrado Ernest. Suas palavras de incentivo me reaproximaram da escrita. Eu andava um pouco afastado desde a morte da garota. Aquilo me parecia não merecer ser registrado. Não que minha opinião sobre isso estivesse mudado, mas talvez tenha sofrido pequenas alterações. Nuances cotidianas que passam imperceptíveis mas em algum momento conseguem causar um grande impacto.

Eu estava escrevendo uma história sobre um pequeno guerreiro. Na verdade ela não era tão diferente das que eu tinha ouvido dos lábios de mamãe. Seu enredo principal era bem clichê. Talvez fosse um ótimo clichê, afinal. Ela se começava mais ou menos assim... "Era uma vez..." Ouvi batidas na porta e interrompi a revisão dos escritos. Era mamãe me avisando que tinha alguém na porta à minha procura. Mais uma missão. Já peguei minha bolsas de armas e fui até lá. Me foram entregues dois pergaminhos e então o ninja desapareceu antes que eu pudesse agradece-lo. Eu deveria contar histórias para os alunos da Academia e ajudar a eliminar algumas pragas que estavam na horta da escola. Voltei para meu quarto e peguei algumas anotações, talvez fosse precisar delas. Quando cheguei na escola, me deparei com todo mundo sentado no chão e sento entretidos por outros contadores de histórias. Conversei com alguns professores e professoras e busquei saber quando eu iria contar minha história. Quando perguntaram se eu estava preparado, mostrei alguns pergaminhos e eles riram de mim. Não entendi o motivo. Alguns contadores iam se apresentar antes de mim, então aproveitei para questionar sobre as pragas.

Me levaram até um ninho de ratos. Ali estava a tal praga. Por alguns instantes pensei no que fazer com eles e não tinha muitas alternativas que me parecessem viáveis. Manipulei o elemento que eu dominava, Suiton e coloquei a mão dentro do ninho dos ratos. Deixei que uma grande quantidade de água inundasse o ninho e os ratos subissem até a superfície. Daria muito trabalho pegar todos eles com as mãos, além de ser um pouco nojento. Por isso usei novamente do meu elemento e criei uma correnteza que ia os seguindo até que eles foram guiados até a floresta. Lá se espalharam e provavelmente procurariam um novo ninho. Muitos dos ratos morreram no processo devido a água. Finalizado ali, retornei até o auditório.

Logo me chamaram e fui até uma cadeira, me sentando. À minha frente dezenas de crianças que ficavam em silêncio, ávidas por uma boa história. Mas preparadas para reagir negativamente se o enredo não agradasse. Comecei a ler minhas anotações antes de verbalizar. Um pouco nervoso, não sabia qual história contar e resolvi escolher a que eu estava trabalhando recentemente e que estava melhor fixada em minha mente pela proximidade da sua produção: —— Era uma vez... —— Respirei fundo enquanto passei os olhos em diversas das expressões ali presentes. —— Em um lugar muito muito distante, um garoto chamado Link. Ele não era exatamente um garoto. Ele é muito parecido com um elfo... — as crianças trocavam olhares, nem todas sabendo o que era um elfo, por isso emendei — sendo ele bem pequeno e com as orelhas pontudas. Ele sempre usava uma roupa azul e tinha olhos grandes e verdes. Todos zombavam de Link, afinal, ele não tinha nenhuma habilidade ou mostrava ter poder. Por isso todos zombavam dele, dizendo que ele jamais serviria ao reino, sob as ordens do Mestre Supremo. O Mestre Supremo geralmente era alguém muito velho e muito poderoso. Dito como o mais forte que existe no Reino, ele também é o mais sábio. Um dia uma notícia deixou todos atônitos. Sim. Link tinha sido convocado à presença do Mestre Supremo. ——

Eu tentava dramatizar meus atos, olhando de rosto em rosto, pausando ou acelerando as palavras. —— Quando Link se apresentou ao Mestre Supremo, o Mestre lhe disse: Link, você será o protetor e salvador do nosso Reino. Um poderoso inimigo virá em breve e somente você poderá derrota-lo. —— Todos ficaram surpresos quando Link contou a eles. Alguns até comentaram que o Mestre Supremo estava delirando e que veria ser substituído. De uma forma ou de outra, ele ainda era o Mestre e sua palavra era a lei. Link foi treinado pelos melhores guerreiros do Reino. Entretanto, após o outro falhavam na missão de ensinar o garoto. Ele não parecia ter nenhum dom ou "jeito" para combates. Sua postura era péssima. O pior dos guerreiros conseguia desarmá-lo com facilidade. Todos estavam assustados. Afinal, se o salvador era ele, quem os salvaria do inimigo? Link duvidou de si mesmo e questionou também da escolha do Mestre, acreditando durante um tempo na teoria que tinha sido um erro e o Supremo estava delirando. Em uma noite Link teve um sonho. Nesse sonho ele se via combatendo e vencendo um grande inimigo. Todos o respeitavam e ele era admirado. Daquele dia em diante, Link passou a crer que aquilo era um sinal divino. ——

As crianças estavam em silêncio, seus olhos pareciam me atravessar e a cada segundo elas inclinavam mais a cabeça para frente, tentando ouvir melhor cada palavra; principalmente nos momentos em que minha narração se tornava mais baixa, mero efeito de narração. Retomei a história: —— Daquele dia em diante, Link passou a acreditar em si mesmo e passou a treinar sozinho todos os dias. Ele era de um Reino de guerreiros, então mesmo que não tivesse talentos, sabia os treinamentos e como deveria realiza-los. Ele corria todos os dias, subindo e descendo montanhas, levantava pedras e troncos, nadava no rio, treinava com diversos armamentos, tudo confeccionado pelo melhor armeiro do Reino, a pedido do Mestre. Não pensem que ele ficou hábil e forte de um dia para o outro. Não... demorou muito. Muito tempo. No começo ele era um perigo para si mesmo. Com dedicação e repetição ele foi aprendendo e melhorando. Todo dia ele treinava até não poder mais, afinal, não sabia quando o grande inimigo surgiria. Após quatro anos de grande treinamento, Link tinha 16 anos. Ouviu um grande estrondo. Quando saiu de sua casa e foi ver o que era, as pessoas corriam desesperadas, gritavam. Outras suplicavam para ele. As mesmas que antes duvidavam dele, agora suplicavam. Link voltou para dentro de casa e pegou seu arco e flecha, uma espada e um escudo. Era tudo o que precisava. Correu até o topo da montanha e de lá conseguiu visualizar o inimigo, destino do reino começaria a ser disputado e então Link... ——



Uma professora nos avisou que a aula tinha acabado e aquele interrompimento da narração fez os alunos soltarem um suspiro de tristeza. Prometi voltar assim que pudesse para terminar a história. Me despedi de todos e peguei minhas recompensas. Fui até o quartel general e fiz as anotações necessárias sobre a missão.

hp: 20 | ck: 20 | st: 05

Considerações:
Duas missões D.
1180 palavras.

30 de Exp desejada.







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Re: [Arco Um — Kafka] Um novo começo!

em Ter 15 Jan 2019 - 0:57
@. 30 de Exp e 10 mil ryous .
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Re: [Arco Um — Kafka] Um novo começo!

em Qui 17 Jan 2019 - 23:23



"Mas um dia... No futuro... Eu sonho com um momento em que todos os shinobi irão cooperar uns com os outros... Um tempo em que os corações de todos estariam juntos, independentemente de seus países. Esse é o meu... sonho do futuro."

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Minhas últimas missões tinham feito com que eu retomasse o interesse na escrita. Encontrar com Ernest era sempre muito motivador. As palavras proferidas por ele me faziam pegar a pena e escrever novamente. A história que contei na Academia também tinha sido bem recebido e aquilo somava no meu entusiasmo. Estava relendo meus escritos quando ouvi a voz de Mímir. Me levantei e fui até a sala. Ela me cumprimentou com um sorriso nos lábios. Suas palavras foram diretas: —— Chegou o dia de iniciar seu treinamento, meu jovem Kafka. —— Fiquei sem entender por um tempo. Como eu já estaria preparado? Pessoalmente não sentia que eu tinha evoluído. Mas afinal, até que ponto eu deveria evoluir para iniciar meu treinamento? Eu não sabia dizer. Deixei de lado as desconfianças e sorri, concordando com a cabeça e dizendo em tom firme: —— Estou pronto. —— Sentia dentro de mim que tudo iria mudar, mesmo sem saber exatamente o que seria. —— Preciso te dizer uma coisa, Kafka. Seu treinamento iria começar em breve, mas resolvi adiantá-lo e te digo o motivo. Logo teremos o primeiro Exame Chunin após o fim da Eras de combates. Quero você preparado para ele. Esse Exame irá oferecer a oportunidade de graduação aos genin e irá testá-los de formas distintas. Por isso quero garantir que você estará em bom nível. —— Novamente me contive em apenas gesticular com a cabeça em concordância.

Ouvi algumas batidas na porta e já podia sabia que era uma missão. —— Vá atender. Você é um ninja da União. Serei apenas seu instrutor por algum tempo. Teu compromisso com a União continua. Tanto que você continuará a realizar missões, mas ficaremos na floresta e saberão que estamos lá. —— Por alguns instantes esqueci de todos os meus compromissos e pensava apenas no que seria meu treino. Caminhava distraído até a porta. Quando atendi, me entregaram dois pergaminhos com duas missões. Eu deveria ajudar a organizar a gincana na Academia e também competir nelas. Seria considerado duas missões Rank D. Agradeci e voltei para dentro de casa. O velho me disse para focar em minhas missões e que depois fosse encontra-lo nas Florestas da União. Me troquei e sai de casa. Chegando na academia, comecei logo a ajudar. Precisava já pendurar uma grande faixa. Com a ajuda de uma escada, a apoiei em um poste e subi. Amarrei o fio da faixa no alto do poste e desci. Fui com a escada até o poste do outro lado da rua e subi, colocando a outra parte da faixa ali e ela ficando bem visível e esticada, com os dizeres "Bem vindos". Desci e procurei o que mais poderia fazer.

Teria uma corrida que seria uma das atrações principais, mas a estrada não estava bem sinalizada. Solicitei a ajuda de outros ninjas e colocamos a colocar pedaços de madeiras, estacas no chão. Fizemos isso por todo o percurso, respeitando as curvas. Depois passamos uma corda, amarrando-a em cada tronco e deixando-a tencionada. "Agora as pessoas vão poder ver aonde estão indo melhor." Espalhei alguns alvos em árvores pois teria também uma pequena disputa com arco de flecha. Depois de tudo finalizado, as pessoas foram chegando no horário indicado. Eu rondava vistoriando tudo e sempre estava repondo alguma coisa, como as flechas. As retirava dos troncos e trocava os alvos, deixando novos no lugar. Depois levava as flechas até a barraca. Fui ver o evento principal da noite, as corridas. Elas seriam por idade e começaria com os mais novos, na idade até sete anos. Depois até dez anos, treze anos e assim sucessivamente até os trinta anos. As crianças já eram bem rápidas. Algumas não pareciam ter interesse em desafios físicos e estavam ali mais pela pressão dos pais que por vontade de competir. Outras aderiam ao espírito competitivo.

Um ninja se aproximou de mim e me informou que eu deveria correr na próxima e que eu deveria tentar vencer, pois na minha idade para cima as disputadas eram sérias e ninguém aceitaria que um competidor não desse seu melhor, poderia soar esnobe. Mesmo não tendo interesse em vencer, adorava praticar esportes físicos. Caminhei até a linha inicial e me posicionei, aguardando a liberação. Um garoto da minha idade estava a falar bastante, dizendo que era o campeão e que ganharia fácil de ninjas, sendo ele um atleta "de verdade". De um instante ao outro eu quis vencer aquela corrida. Aquele garoto não sabia dos nossos afazeres? Não éramos atletas, éramos shinobis. Quando foi liberada a largada, comecei a correr em velocidade moderada. Sabia o percurso e que ele seria longo e que teríamos uma subida em breve. Não deixei que eu ficasse muito para trás, mas também não estava entre os três primeiros.

Quando o morro se aproximou, comecei a correr com mais intensidade e me auxiliei com o Shunshin no Jutsu, não apenas ganhando velocidade como resistência. Centímetro a centímetro eu ia me aproximando dos concorrentes. Precisava passa-los ali pois a descida era mais fácil e logo teríamos a curva final. Meu uso do Shunshin persistiu até que a descida se iniciou. Ali eu já estava lado a lado com o garoto exibido. Ele olhou de canto de olho e pareceu não acreditar que alguém estava ali junto a ele. A curva final entrou e notei a mão dele me tocar rapidamente. Desviei um pouco meus passos e fiquei levemente atrás. Mas eu era um ninja, afinal. Com um pouco de esforço dei pequenos saltos que em muito superavam passos normais e consegui ultrapassa-lo quando cruzamos a linha de chegada. Ele veio reclamar comigo, dizendo que eu tinha trapaceado. Eu estava sem saco para esse tipo de pessoa e não deixei barato: —— Por que você não conta que tentou me derrubar? Não trapaceamos aqui na União! Vence o melhor e ficamos felizes por ele. —— O garoto ficou envergonhado ao ouvir os comentários ao redor sobre ele ter trapaceado e saiu rapidamente.

Ajudei a organizar tudo depois que finalizou a gincana. Fui até o Quartel General e fiz minhas anotações sobre a missão. Então parti para casa. Precisava organizar minhas coisas e ver o que eu pegaria para o treino com Mímir.

hp: 20 | ck: 20 | st: 05

Considerações:
missões D, ajudar a organizar uma gincana & ganhar uma corrida.

30 de Exp desejada.







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Re: [Arco Um — Kafka] Um novo começo!

em Ter 22 Jan 2019 - 23:56



"Mas um dia... No futuro... Eu sonho com um momento em que todos os shinobi irão cooperar uns com os outros... Um tempo em que os corações de todos estariam juntos, independentemente de seus países. Esse é o meu... sonho do futuro."

SENJU CLAN



Na floresta, o treinamento tinha sido iniciado. Eu tinha trazido algumas peças de roupas e fizemos uma cabana improvisada. Estávamos no meio da floresta e os animais nos rondavam. Mas Mimir parecia conseguir mantê-los afastados. A noite foi para mim muito inquieta. Eu quase não consegui dormir. Cada novo som me deixava assustado e eu acordava sempre com medo. Mas pouco a pouco fui notando que nada iria acontecer. Cedo, levantamos e fomos treinar. Estávamos entre muitas árvores, mas tinha uma área desmatada em que podíamos iniciar combates ali. —— Em um combate, você deve estar sempre atento. Por vezes é preferível aguardar, esperar o oponente se mostrar e mostrar suas habilidades para só então enfrenta-lo. Caso não possa, tente ao máximo medir a força dele, não exigindo de ti mais do que o necessário. Óbvio que quando necessário, não deixe de usar o seu melhor. Começaremos pela arte que eu mais tenho apreço. Genjutsu. Ilusões são poderosas, Kafka. ——

Sorri ao ouvir o assunto inicial. Era meu estilo de luta favorito, embora eu não tivesse grandes habilidades na arte, admirava seu conceito e suas possíveis utilizações. —— A arte de criar ilusões. Kafka, podemos induzir uma ilusão sem muitas dificuldade. Você deve saber que para isso é necessário um tanto de inteligência e chakra. Podemos, inclusive induzir um genjutsu meramente... apontando o dedo para a pessoa. Usuários desse nível precisam de muita concentração e treinamento e por isso estou te dizendo. Sinto que você poderá atingir tal nível, Kafka. —— Fiquei surpreso com as palavras de Mimir. Seria eu realmente capaz de realizar tal feito? Mas como? Eu nem mesmo sabia como usar genjutsus ainda. Teria um longo caminho a trilhar. Daria tempo para aprender até o exame chunnin? Eram perguntas que eu não tinha respostas. Um ninja esbaforido apareceu e me entregou um pergaminho. Eu deveria ir comprar alguns instrumentos para o hospital. Compreensível, os médicos e assistentes já passavam o tempo deles atendendo e criando medicamentos e curas. Não entendi a pressa do garoto, pois dizia no pergaminho que não se tinha pressa. Talvez a missão dele fosse me entregar a missão.

Avisei a Mimir que teria que ir para uma missão e ele compreendeu. —— Logo estarei de volta e quero aprender tudo sobre genjutsu! —— Sai e fui para o centro da cidade. As coisas não estavam mudadas, continuava tudo o mesmo. As mesmas pessoas de todos os dias em suas lojas. Quando entrei em uma loja, encontrei Thor ali. —— E nossa missão, como anda? —— Perguntei a ele após palavras cordiais. —— A garota nunca mais foi vista na casa dela nem na União. Então suspendemos a investigação por enquanto. Não podemos sair da vila para investigar e tem agora o Exame em que precisam sempre de boa segurança e eu terei que ajudar. —— Nos despedimos e fui até o balcão. Entreguei a lista de utensílios que precisaria. Por sorte eram pequenos instrumentos. Tinha faltado apenas o bisturi. O homem tinha vendido todas as suas unidades. Perguntei se era para o hospital. Ele disse que um pouco sim, mas que uma garota tinha levado uma centena deles. Era estranho. Talvez fosse uma médica privada ou de algum hospital que teve a falta do instrumento. Paguei com os ryous me dados para a missão e fui até a loja indicada pelo homem. Lá tinham o instrumento e peguei algumas dezenas deles, pagando-os.

Enquanto estava indo para o Hospital, percebi uma senhora com suas sacolas de compras bem pesadas. Ela quase não conseguia andar. Me aproximei dela e com um sorriso, ofereci minha ajuda. —— Olá, senhora. Sou Kafka Senju, Genin da União. A senhora gostaria de uma ajuda para levar suas compras até em casa? —— A velha sorriu e me passou as sacolas. —— Fico muito agradecida, meu jovem. Um grande serviço que vocês ninjas fazem por nós todos. —— De fato, um dos meus objetivos era proteger a todos na vila e ali eu estava realizando um pequeno ato, é bem verdade, mas já era um começo. As sacolas estavam pesadas e tinha alguma dificuldade no começo para equilibrar junto com as que eu já carregava de antes. Com um pouco de dificuldade, fui vencendo as ruas. Aquilo parecia não ter fim. Já sentia meus braços começar a fraquejar. Mas seria muito humilhante pedir ajuda a uma pessoa idosa, sendo que eu tinha me oferecido. Entramos na casa dela e pude deixar tudo sobre a mesa. Soltei um longo suspiro de alívio. Ela me ofereceu alguns biscoitos, mas recusei. Sai da casa dela e estava indo para o... "AH! Esqueci as sacolas do hospital lá!" Tive que retornar a casa da velha e encontrar todas as minhas sacolas no meio das dela. Ela não se importou e novamente me ofereceu os biscoitos.

Não pude recusar uma segunda vez e já sentia até um pouco de fome. —— OH! Esses biscoitos são deliciosos! São os melhores que eu já comi! Você mesmo que fez, senhora? —— Ela disse que sim. Eram realmente deliciosos. Ela fez algumas perguntas sobre missões e vida ninja, fui respondendo sem dar muitos detalhes. Embora o pouco já a impressionasse. Ela tinha vivido a vida toda na sua casa e viu muitas guerras, mas jamais se envolveu nelas e teve a sorte de jamais ter sido envolvida contra sua vontade. Tentei não demorar ali e quando terminei, finalizei a conversa e sai.. Ela se despediu e disse para eu visita-la sempre que passasse por ali em uma missão. Concordei. Eu já estava em dívida com muitas pessoas e quando fosse pagá-las, ficaria dias inteiros fazendo visitas. Fui finalmente para o hospital. Procurei a pessoa responsável por dar entrada nos produtos e entreguei tudo a ela, o restante de ryous e o pergaminho com os valores. Sai dali e fui direto ao quartel general, entregando o relatório sobre minhas missões. Tinha sido bonificado como uma rank D ajudar a senhora, embora eu quisesse recusar, mas insistiram.

Peguei a recompensa e guardei, retornando calmamente para à floresta. Ali meu treino iria continuar. Mimir tinha dito coisas que eu queria ouvir e certamente tinha me ganhado com elas. Não sabia se era meramente um jogo do velho, mas ele tinha me fisgado. Eu não me importava em ficar forte por ficar. Eu tinha um objetivo. Nem mesmo o Exame Chunin me motivava a querer vencer. Queria participar pelo gosto que tinha por lutas e exercícios. Quanto maior o desafio, melhor. Mas era esse meu motivo. Encontrei Mimir e ele estava dormindo. Eu realmente tinha ficado muito tempo fora dali.



hp: 20 | ck: 20 | st: 05

Considerações:
missões D, comprar utensílios para o hospital & ajudar uma senhora a carregar as compras.

30 de Exp desejada.







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"Coloque a lealdade e a confiança acima de qualquer coisa;
não te alies aos moralmente inferiores; não receies corrigir teus erros."
Confúcio
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Re: [Arco Um — Kafka] Um novo começo!

Ontem à(s) 22:29



"Mas um dia... No futuro... Eu sonho com um momento em que todos os shinobi irão cooperar uns com os outros... Um tempo em que os corações de todos estariam juntos, independentemente de seus países. Esse é o meu... sonho do futuro."

SENJU CLAN



Meu treinamento seguia com Mimir. Estávamos estudando genjutsu e ele me disse para focar nessa área. —— Tem uma técnica que quero te mostrar e espero que você consiga dominá-la, Kafka. Ele causa uma alucinação na pessoa e tudo desaparece... melhor que falar é mostrar. —— Acompanhei as mãos de Mimir teceram selos e então tudo ao meu redor começou a ficar escuro. Eu não conseguia enxergar nada. Como ele conseguia fazer aquilo? Era meramente uma ilusão? Parecia tão poderosa. Senti meu corpo ser socado e cai de joelhos no chão. A escuridão continuava imperando. Tentei tatear, mas era quase sem sentido sem a visão, eu não era treinado para aquilo. O desespero me impedia de usar outros sentidos, que talvez ajudasse. Nem me ocorria de forma concreta essa ideia. Senti um mal estar e minha visão voltou. Senti meu corpo enfraquecer e pareceu que eu ia desmaiar.

Mimir se aproximou e explicou mais sobre a técnica. Ele comentou que ninjas poderiam usar partes do corpo para induzir uma ilusão e que conhecia uma em que precisava apenas apontar o dedo. Ele tinha comentado anteriormente e eu me sentia ainda impressionado. Enquanto me recuperava, um ninja apareceu e me convocou a missões. Ele me entregou alguns pergaminhos. Em uma das missões eu deveria ir até uma pequena loja que vendia obras de artes e investigar um roubo. Na segunda eu deveria seguir uma mulher, a mando do seu marido, pois ele achava que ela a estava traindo. Era sempre constrangedor estar em missões desse tipo, mas eu ainda não tinha autoridade para recusar. "Talvez quando eu me tornar chunin, serei mais ouvido e poderia escolher melhor minhas missões e fazer aquilo que é realmente útil a vila." Agradeci ao jovem e ele saiu. Retornei até Mimir e ele disse 'já sei" e sorriu. Me sentei ao seu lado e me alimentei um pouco. Tínhamos pão com ovos. —— Coma bastante, Kafka. Está chegando o dia do Exame Chunin e você precisa estar forte física e mentalmente. Não economize, temos bastante. —— Concordei com ele e me coloquei a comer, até passando um pouco do limite que eu geralmente ia.

Me levantei após terminar e comecei a caminhar até a loja indicada. Enquanto caminhava, pensei ter visto uma garota de cabelos curtos e negros que me lembrou as irmãs! E parecia a irmã que tinha sido morta! O que estava acontecendo? Tentei não demonstrar interesse, mas caminhei na direção que a garota ia. Em nenhum instante ela olhou para trás. Apressei meus passos e estava muito próximo a ela. Elevei meu braço esquerdo e ia com a mão até seu ombro, queria ter a certeza... soltei um suspiro quando senti algo tropeçar em mim. Um homem muito maior e muito forte tinha esbarrado em mim. Tentei me desvencilhar dele, mas ele ficava me pedindo desculpas. Fiquei irritado por não ter conseguido alcança-la. Seria a irmã morta ou a garota? Ou os dias na floresta estavam me deixando louco? Olhei para os lados, buscando me localizar. Estava próximo a loja, atravessei a rua e adentrei. Um homem idoso careca e com uma barbicha estava atendendo. —— Olá, senhor. Sou Kafka Senju, designado a investigar sobre o assalto a sua loja. Que horas foi? Você estava aqui? Viu alguém? —— O velho ia respondendo minhas perguntas. A única coisa proveitosa foi que estavam em dois e que parecia ser um homem e uma mulher.

De resto, nada era muito útil. Pois eles estavam de máscaras. Pedi autorização e comecei a vasculhar a loja. Os bandidos tinham entrado por uma janela que ficava no banheiro. Era pequena, mas uma pessoa conseguia entrar. Ou seja, entraram sem deixar marcas nas portas. Conclui isso após verifica-las e por andar na loja e não ver nada além dali. Ou eles usaram algum ninjutsu ou tinham entrado pela janela do banheiro. —— O senhor costuma fechar essa porta? —— O velho disse que não. Examinei com mais cuidado o banheiro e vi algo no chão, uma sujeira. Por não ter outra opção, passei o dedo e cheirei. "Parece cheiro de cocô de cavalo." Eu não fazia a menor ideia de quem tinha criação de cavalos, mas tinha uma pista, pelo menos. —— Tenho uma pista e irei atrás dela, meu senhor. Espero em breve poder te dar mais respostas e recuperar teus itens. —— Sai dali. Peguei o outro pergaminho e tinha o endereço do contratante da missão de espionar a esposa. Eu tinha que ir na casa dele, afinal. Era uma casa um pouco afastada em uma área mais agrícola. A família parecia ter muito dinheiro, tinham porcos, vacas e... cavalos!? Um homem ficou me olhando enquanto eu me aproximava da casa. Ele estava cuidando dos cavalos. Bati na porta e me atenderam.

—— Ow! Você é o ninja que irá me ajudar com os... ANIMAIS? Certo? —— O homem de cabelos negros e de uns quarenta anos piscou para mim. Concordei com um simples "sim" e ele me puxou para o escritório dele, fechando a porta. —— Você viu a loira que passamos ali na sala? É a minha esposa. Estou muito desconfiado dela. Ela some durante o dia, as vezes durante a noite. Pergunto a ela aonde foi e ela diz que saiu com as amigas ou foi em compromissos escolares do nosso filho. Já me ofereci a ir a algum compromisso escolar, mas ela nunca deixa e diz que eu trabalho demais. —— Eu não sabia exatamente por onde começar as perguntas a ele, nunca tinha estado em uma missão assim. Pensei durante algum tempo e resolvi começar como começava as outras: —— Você tem algum suspeito? —— O homem torceu a boca e pareceu não entender exatamente minha pergunta. —— Suspeito? —— Tentei ser mais exato: —— Sim... alguém que você acha que tua esposa está tendo um caso. —— Toda a nossa conversa era em um volume reduzido, quase sussurrávamos um ao outro, mas nem notávamos depois de um tempo. —— Não faço a menor ideia. Eu nunca vi ninguém com ela, nenhum amigo... —— De forma espontânea, questionei: —— E o homem que cuida dos cavalos? Ele é bem bonito. —— A surpresa tomou o rosto do homem. Ele parecia refletir apenas agora sobre a possibilidade mas a afastou dizendo que eles nem se falavam e jamais... um funcionário?

Pedi autorização para conversar com o homem que cuidava dos cavalos e o senhor da casa ficou um pouco confuso, tinha medo que desconfiassem. Mas tranquilizei a ele dizendo que falaria que estava interessado em comprar um cavalo e que tinha sido indicado pelo senhor da casa. Sai e fui até o homem. —— Olá. Sou Kafka, estou interessado em comprar alguns cavalos, mas não conheço muito sobre eles. Não saberia distinguir os bons dos ruins. —— O homem ficou durante um longo tempo me explicando as diferentes raças e o que as pessoas geralmente faziam com eles, como coloca-los em corridas que gerava muito dinheiro. —— Inclusive meu senhor é dono do maior competidor que temos notícia. Ele aumentou em muito sua fortuna ganhando corridas. Jamais perdeu nenhuma seu cavalo mais importante. Mas existe um... quer dizer... —— O homem pareceu se enrolar com as palavras. Agradeci as informações e foi dar uma volta pela propriedade com o pretexto de olhar os cavalos. Tinha uma casa a uns cinquenta metros dali dentro do terreno, que parecia ser usada pelo criado.

Sai dali e fui dar uma volta, retornando rapidamente. Já estava escuro e fiquei em uma árvore, observando o movimento. Deveria esperar pra ver se a mulher iria sair de casa e então segui-la. As horas iam passando e nada acontecia. Era uma missão irritante, eu estava perdendo tempo de treino de verdade... uma luz se acendeu. Estava tudo escuro para além daquela luz. Julguei ser seguro me aproximar mais. A luz então se apagou. Fui me esgueirando pelas árvores e me aproximando cada vez mais. Deveria ser umas três horas da manhã. Cheguei próximo o suficiente da casa e pude ouvir alguns gemidos. Que diabos estava acontecendo ali? Estavam transando? Vi uma madeira quebrada e ali eu poderia olhar. Mas fiquei com medo do local dar direto para alguém e então eu ser descoberto. Tomei coragem e olhei pelo buraco e o que vi... as obras de arte que tinham sido roubadas do velho! QUE DIABOS ESTAVA ACONTECENDO ALI? Eu tentava organizar meu pensamento e notei que o silêncio tinha retornado ao ambiente. Aparentemente eles tinham terminado o que estavam fazendo.

—— Eu não aguento mais esse fingimento! Ele está cada dia mais chato e desconfiado. —— A mulher reclamava e o homem tentava apaziguar. Ouvi a porta se abrir e saltei no telhado. Assim que a mulher saiu, saltei e entrei pela porta. A luz estava apagada. Ouvi um barulho e era um passo. Imediatamente joguei meus punhos na direção do vulto e pareci acertá-lo. O inicio do combate causou a quebra de alguns móveis e isso acordou todo mundo. Em pouco tempo a luz foi acesa por alguém que não eu e o homem que rolávamos no chão. Ele era forte, embora fosse apenas um civil. Seu serviço braçal o fazia uma pessoa difícil de imobilizar. Consegui uma brecha e acertei uma forte joelhada em seu queixo, atirando-o desacordado no chão. A mulher insultava o marido e o mandava intervir, mas ele não teve coragem. Afinal, ele tinha me contratado. Caminhei até o outro cômodo e retornei com três quadros. A mulher ficou pálida e o dono da propriedade pareceu não entender nada. Então expliquei: —— Esses quadros foram roubados dois dias atrás. Ah, sua mulher e ele estavam agora pouco juntos, tendo relações sexuais. —— Ela não tentou negar, mas pareceu querer correr, eu a adverti: —— Não tente isso. Eu não farei distinção nenhuma entre homem e mulher e irei usar o que for preciso para te impedir de fugir. —— Ela mudou de ideia e começou a chorar.

"Por quê?" eram as únicas palavras que o marido dizia a ela. Ela apenas chorava. O cuidador de cavalos começou a retomar a consciência e eu o amarrei com fios de aço. Ele tentou se explicar: —— Você fica aí cheio de mulheres, traindo-a em todas as competições que vamos. Cheio do dinheiro... esbanjando. Eu iria comprar um cavalo que iria te vencer e eu tiraria tudo de você! —— Eram muitas revelações e elas não diziam respeito a mim. A mulher em prantos se aproximou de mim e esticou os braços. A amarrei também. Conduzi os dois até o quartel general e ali eles cuidariam deles. Retornei a casa do homem e peguei os quadros. Ele me agradeceu e me deu a recompensa. Infelizmente tudo tinha terminado da pior maneira para ele, mas talvez ele tivesse muita culpa também, já que não era fiel a sua esposa. Mas não cabia a mim fazer julgamentos morais. Me despedi do homem e levei os três quadros até o velho.

Chegando lá, ele foi me recepcionar na porta com um grande sorriso nos lábios. —— Você conseguiu recuperar meus quadros! Muito obrigado. —— Entreguei os quadros ao homem e ele continuou a falar, querendo saber quem tinha roubado. —— Foi um homem e uma mulher do campo. Eu passei próximo lá de passagem e reparei em alguns cavalos e isso foi minha pista. Lembra que eu disse que tinha uma? Era um pequeno pedaço de cocô de cabelo que encontrei no banheiro. Soltou do calçado de algum dos dois e isso foi a chave. Não são muito os criadores de cavalos na região, eu pelo menos não conheço. —— Tentei não dar muito detalhes para o velho, afinal, ele nada tinha a ver com a outra parte da história. Me despedi e fui para o quartel general. Lá fiz minhas anotações sobre as missões e peguei todas as recompensas. Sai dali e fui em direção às florestas novamente. O dia do Exame estava próximo e meu treino não tinha tido ainda os resultados que eu queria. Mas confiava que os ensinamentos de Mimir surtiriam os efeitos e eu estaria pronto para desempenhar bem no Exame. Quando cheguei lá, falei confiante a Mimir: —— Estou pronto. Vamos continuar o treinamento! ——

hp: 20 | ck: 20 | st: 05

Considerações:
Missões, duas C.
2002 palavras.

60 de Exp desejada.







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Re: [Arco Um — Kafka] Um novo começo!

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